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Juiz poderá quebrar sigilo fiscal pela web

A mudança na forma de acesso a esses dados, atualmnte feita por ordem judicial expedida em papel, vai acelerar o trabalho dos juízes e garantir a localização de pessoas envolvidas em processos.

 

“Através da Receita é possível uma encontrar uma pessoa que teve uma sentença julgada a seu favor e que não foi localizada pela Justiça para receber seus direitos”, explica o juiz auxiliar da presidência do CNJ, Rubens Curado.

 

A principal mudança, segundo Curado, se dará na execução de sentenças, pela identificação imediata de bens de devedores para pagamento de dívidas trabalhistas, por exemplo.”Estamos fechando o cerco aos maus pagadores. Quem ganha é a sociedade”.

 

Curado explica que não se trata de quebra de sigilo fiscal, mas da transferência do sigilo da Receita para o Judiciário. “As informações estarão disponíveis apenas aos magistrados, com uso de assinatura digital e serão passíveis de auditoria”.

 

De acordo com a Receita, a certificação digital garante que os dados transitem por um ambiente seguro, evitando fraudes ou uso das informações por terceiros.

 

O convênio foi assinado pela presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, e pelo secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

 

O CNJ será o responsável pelo cadastro dos tribunais interessados na ferramenta e vai repassar os pedidos para a Receita. Segundo Curado, a utilização efetiva do sistema é autorizada cerca de 30 dias após o pedido do tribunal no CNJ.

 

Notícia em Destaque

A Google disse que vai fechar seu serviço de emails Gmail para o público alemão caso o projeto de lei de tráfego na Internet seja aprovado naquele país. Segundo a agência de notícias AFX, a declaração foi feita pelo executivo Peter Fleischer, que faz parte do conselho global de privacidade da Google, à revista Wirtschafts Woche.

O projeto de lei não afeta apenas os provedores de Internet, mas também os provedores de serviços como email, que deverão oferecer informações sobre seus usuários para que estes possam ser identificados, o que é visto como uma grave invasão de privacidade.

Caso a lei seja aprovada, a partir de 2008 qualquer dado transmitido online, ligações telefônicas (com a localização exata de onde as ligações por celular foram feitas) e mensagens de texto serão armazenadas por seis meses, e alternativas para manter o anonimato online, como o software Tor, serão declaradas ilegais, conforme noticiou o site New Launches.

"Se a comunidade online não confiar mais que podemos lidar com seus dados com cuidado, então seremos jogados pela janela", explicou Fleischer.

 

 

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